08 janeiro 2010

Terreno Baldio

do céu
na palma
da minha mão vazia
cai uma gota de chuva
morna

a poeira e a pedra
exalam o vapor
da vida baldia
que finca
raízes
fundas
no ventre
da terra

de tanta
luz e fumaça
abriu
no asfalto
uma flor
sem cor
e sem cheiro
de folhas
enfentadas por pequenos
espinhos no meio
do dia distraída no fone de ouvido tremo
de frio por dentro
pulôver vermelho
flutuo outra vez entre o livro
e a vida

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